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A implantação da última etapa do cartão eletrônico TRI, em Porto Alegre, em que os usuários de ônibus recebem desconto de 50% na segunda viagem, completou um mês, com aprovação dos usuários.

 

Nesse período, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) contabilizou 91,1 mil inscritos no vale-transporte e 3.183 no passe antecipado. Ao todo, são 6.169 pessoas jurídicas e 2.629 pessoas físicas cadastradas na EPTC.


Para se ter uma idéia, o vale-transporte foi utilizado 428.649 vezes nas roletas dos ônibus da cidade de 8 a 14 de setembro. Desses, 82.074 realizaram a integração. Já o passe antecipado foi utilizado 7.191 vezes, com 2.336 integrações.


Satisfação – O usuário Rogério Machado Coelho, de 40 anos, explica que, pela natureza da sua profissão, alguns dias chega a utilizar 12 ônibus. Morador do bairro Cristo Redentor, Coelho começou a utilizar o cartão a partir do inicio deste mês. É mais prático. Além disso, a ficha virou comércio, o que é negativo para a sociedade, observa.


O novo sistema pode ser sentido no bolso. Para a doméstica Inaiara da Silva Nunes, de 32 anos, que usa o Santa Maria e o T2, todos os dias, o benefício não está somente no desconto de 50% na segunda viagem mas, também, na praticidade que o cartão oferece no momento de passar pela roleta. Quando o ônibus está muito cheio, facilita por não precisar esperar o troco, diz a diarista.


O cartão também oferece maior segurança para os usuários, como salientou a funcionária de uma prestadora de serviços, Lisiane Domingos, 30 anos, que se desloca diariamente da Zona Sul à Zona Norte da Capital. Havendo a perda do cartão, os créditos podem ser recuperados com o bloqueio do primeiro e a aquisição de um novo, o que nos dá mais segurança, observa.


Como funciona – Para saber quanto tempo ainda se tem para pegar outra condução, com 50% de desconto, a EPTC fez a estimativa de tempo que cada ônibus leva de seu ponto de partida ao de chegada.

 

Ao passar o Cartão TRI, tem-se o tempo que leva do ponto embarque até o final da linha, mais 30 minutos. Além deste, agrega-se um tempo extra para qualquer imprevisto que possa haver durante o percurso.

 


Pedro Alves Ferreira, cobrador de 71 anos, há 24 na Companhia Carris, diz que o tempo para tomar a segunda condução foi bem calculado pela população, pois não observou nenhum tipo de reclamação neste sentido.

 

Ele explica, também, que o serviço está sendo utilizado por um número cada vez maior de usuários. Em pouco tempo as pessoas vão se acostumar ao novo sistema de passagem, afirma.

O diretor-presidente da EPTC, Luiz Afonso Senna, fala sobre o primeiro mês da última etapa do TRI. Os números são animadores, tanto das empresas quanto das pessoas cadastradas, pois a prefeitura busca prestar permanentemente um ótimo serviço à população e, com o TRI, fica mais prático e fácil dimensionar o transporte coletivo da cidade, avalia.

 

 

Fonte: Agência POA, 29/09/2008

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