Especialista alerta: “Quem usa paga por quem não usa”

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A crescente frota de carros nas ruas somada à falta de ações efetivas para diminuir os congestionamentos, principalmente na esteira do transporte público, onera em, pelo menos, 25% mais o bolso de quem utiliza os coletivos. Isso porque o valor da tarifa é baseado na quantidade de passageiros e na frota. Devido à precarização do transporte, a demanda não cresce, o que faz o preço subir, ou seja, tem um sobrecusto de 25%.

“Quem usa paga por quem não usa”, garante Ailton Brasiliense, engenheiro e presidente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos). O especialista, que já comandou a CET (Central de engenharia de Tráfego) em São Paulo, afirma que a desculpa das administrações públicas de que a falta de infraestrutura viária é resultado da produção crescente de veículos é mito. “Proporcionalmente, Nova York (EUA) tem mais veículos do que nós. Mas por que lá não tem congestionamento como aqui? Porque os americanos utilizam o metrô”, avalia.

Brasiliense defende a fórmula mais racional para combater o caos viário. “Se os prefeitos e governadores tivessem interesse em oferecer transporte público de qualidade, nós nem precisaríamos discutir isso”, salienta ao defender um redesenho da questão urbana protagonizado pela revisão do Plano Diretor e o investimento no transporte de massa.

 

Fonte: RD Online

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