Bilhetagem eletrônica ainda é ferramenta de destaque para mobilidade com segurança

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A bilhetagem eletrônica é a grande saída para acabar com os assaltos e a insegurança nos ônibus. É o que afirma o diretor da Associação Nacional de Transportes Urbanos – NTU, Marcos Bicalho. Segundo ele, a bilhetagem no Brasil já é bastante concreta, nas cidades que possuem acima de 100 mil habitantes e, falando especificamente sobre Aracaju, foi um grande passo para promover a acessibilidade ao ônibus com praticidade. 

 

Bicalho observou que é urgente alcançar o índice de 100% dos usuários não utilizando dinheiro nos ônibus como forma até de segurança para desviar a atenção para assaltos. Bicalho citou Campo Grande em Mato Grosso do Sul, onde nos ônibus a passagem é paga apenas via bilhetagem eletrônica. “Lá os assaltos diminuíram, e, além disso, a praticidade de recuperação do cartão é inigualável. Dinheiro não pode ser recuperado, mas o cartão, se roubado ou perdido, pode ser bloqueado de imediato. Além disso, o usuário pode consultar pela internet o saldo existente no cartão, fazer compra e outras movimentações. É o sistema de informação ao usuário e controle operacional por GPS avançando com a tecnologia”, ressaltou ele.

 

Já José Carlos Amâncio, diretor da Aracajucard – empresa que gerencia a bilhetagem eletrônica na capital sergipana, diz que “os investimentos em bilhetagem eletrônica em Aracaju mostram que a cidade está no caminho certo para a modernização do transporte público. Além da atualização constante do sistema, a sede e os postos da Aracajucard foram reestruturados para promover um melhor desenvolvimento do serviço do Cartão Mais”, destacou Amancio.  

 

Conforme o diretor da Aracajucard, Aracaju é uma cidade com mais de 20 mil cartões que oferecem transporte com mais conforto. “O que precisamos é fazer com que os 30% de pessoas utilizando dinheiro ainda no ônibus mude para o uso do cartão”, atentou Amâncio.

 

Nova cultura 

 

O cartão eletrônico para o ônibus promove a mobilidade e, de acordo com o diretor da NTU, Marcos Bicalho, ainda estimula a mudança cultural sobre o transporte.  “Nos países de primeiro mundo os usuários sabem que precisam pagar a passagem através do bilhete eletrônico, mas não são conduzidos através de catraca ou biometria. Vez por outra é que há a presença de fiscais. Ou seja, a atitude é livre, no entanto, a população cobra atitudes corretas, o que acaba por inibir os fraudadores”, alertou Bicalho.

 

Ele observou que no Rio de janeiro durante as Olimpíadas foi utilizado de forma positiva o VLT, no qual o usuário valida sua passagem sem que haja catraca ou cobrador. E se alguém for identificado pelos fiscais sem a ticket da sua passagem paga uma multa de R$ 170,00. Essa ferramenta começou a orientar ali o cidadão sobre essa nova forma de se locomover com o transporte.

 
 
Fotos: Suzy Guimarães

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