Adierson: transporte público está refém da falta de planejamento

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“Não adianta qualquer esforço do setor do transporte público se a operação se dará em uma cidade onde não há planejamento e priorização do transporte de massa no trânsito. O caos reinou em Aracaju ao longo desses anos sem planejamento”. A consideração é do presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju – Setransp -, Adierson Monteiro, que durante o Seminário Soluções em Mobilidade Urbana, realizado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano (Sedurb), na terça-feira, 24, palestrou sobre a importância de haverem condições mínimas para o transporte coletivo atender a população.

 

De acordo com dados do Denatran – Departamento Nacional de Trânsito -, apresentados por Adierson Monteiro na palestra, em Aracaju circulam mais de 56 mil carros, 150 mil motos e apenas 441 ônibus coletivo operantes. Contudo, só o transporte de massa serve a mais de 300 mil pessoas diariamente, mas não consegue operar com agilidade devido a falta de estrutura na malha viária. “Muitas vezes, temos ônibus lotados em horários específicos e em outros momentos vazios porque as linhas não conseguem cumprir os trajetos pontualmente, o trânsito não permite. E mesmo que se tente prever esses atrasos, as vias não comportam a quantidade de veículos necessária, já que a cidade não dispõe de vias preferências para o ônibus. Não dá para o transporte que serve a maioria da população concorrer com os demais veículos particulares em congestionamentos”, destacou Adierson.

 

O presidente do Setransp reapresentou ainda soluções eficientes que poderiam contribuir com a mobilidade urbana e que o setor vem cobrando do Poder Público. Algumas são mínimas, contudo essenciais, como a construção de paradas de ônibus dignas com a identificação das linhas e a sincronização dos semáforos. Outras para médio prazo como a construção de corredores de ônibus. “Com corredores de ônibus teremos menos ônibus circulando, porém mais viagens realizadas, além da circulação de veículos maiores e mais confortáveis”, comentou Adierson. Ele ainda exemplificou, “hoje, para uma pessoa sair de uma extremidade a outra da cidade, leva 1h30m. Desse modo, não se pode falar em agilidade e pontualidade do transporte com uma estrutura de trânsito em pleno caos”.

 

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