Defasagem da tarifa pode afetar o sistema do transporte público

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Mesmo o Ministro da Fazenda Guido Mantega adotando o que o prefeito Fernando Haddad (PT) chamou de “jeitinho brasileiro”, ao pedir que as tarifas de ônibus sejam congeladas por hora, para manter o equilíbrio do índice da inflação, diversas cidades brasileiras já começam a conceder o reajuste anual. Em Cuiabá o reajuste foi de 13, 43%, em Ribeirão Preto (SP) de 11,53%, em Fortaleza foi de 10%, e em São Paulo Haddad pretende reajustar em 11% a tarifa até junho. Já em Aracaju, a proposta de reajuste ainda não foi apresentada, mas as empresas de ônibus já apontam a disparidade que entre a tarifa e a planilha de custos com a prestação do serviço que pode afetar o sistema do transporte público.

“O valor da passagem acumula grande parcela de impostos, inclusive municipais, e ao longo dos anos o reajuste sempre é conferido em desacordo com a necessidade apontada pela planilha de custos aprovada pela Câmara Municipal de Aracaju conforme a Lei nº 1.765/91, que deve regular o reajuste da tarifa do transporte. Com o congelamento da tarifa em 2012 o desequilíbrio foi maior”, afirma o superintendente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp), José Carlos Amâncio.

Segundo o superintendente, os cálculos que sugerem o reajuste anual mostrava que em 2011 a tarifa deveria ter passado pelos R$ 2,45, mas acabou sendo reajustada pela prefeitura em R$ 2,25. A defasagem foi então de 8,89%. No momento o Setransp ainda está calculando a defasagem de 2012 que deve ser muito maior diante do reajuste zero do ano passado. José Carlos Amâncio afirma que as empresas esperam que este ano o reajuste seja conferido de forma adequada, caso contrário o sistema pode ser gravemente comprometido.
 
“Passamos durante 2012 por momentos em que até a folha de pagamentos de rodoviários estava sendo prejudicada pelo desequilíbrio financeiro do sistema do transporte. Tem sido uma fase difícil, a oportunidade de isso ser mudado é agora com a prefeitura concedendo o reajuste justo”, diz o superintendente.
 

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