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Até 2014, os moradores de Campinas terão novas condições para se deslocar por meio de transporte coletivo dentro da cidade e na interligação com os municípios que compõem a Bacia Noroeste da Região Metropolitana. Para garantir a infraestrutura dos corredores de ônibus, a prefeitura pleiteia R$ 430 milhões do governo federal no PAC da Mobilidade Urbana.

O valor foi definido pelo PAC II para cidades entre 1 milhão e 3 milhões de habitantes, como Campinas, Belém, Goiânia, Guarulhos, Manaus e São Luís. O Ministério das Cidades prometeu para o mês de junho realizar a préseleção dos projetos e divulgar quais foram contemplados com os recursos do PAC II, para agendar a assinatura dos contratos.

De acordo com Sérgio Marasco Torrecillas, secretário dos Transportes de Campinas e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), essa obra é prioritária. A prefeitura precisa melhorar o transporte público com urgência para evitar o uso cada vez maior dos carros. A cidade não vai comportar a frota de automóveis que aumenta a cada ano, e ela tem de dar uma resposta aos cidadãos, afirma.

Pela estimativa do secretário, os dois corredores previstos para os eixos Ouro Verde e Campo Grande deverão, juntos, transportar cerca de 30 mil passageiros por hora nos períodos de pico, podendo chegar a 40 mil nos próximos 20 anos. Ele destaca que a população dessas duas regiões, composta, em grande parte, pelas classes C e D, deve crescer sensivelmente, já que esses locais estão recebendo vários empreendimentos. Entre eles estão dois shopping centers – um em cada uma das regiões – e 6 mil moradias do programa Minha Casa, MinhaVida.

Como o projeto está adiantado, Torrecillas acredita que a licitação para as obras de infraestrutura possa ser realizada no segundo semestre deste ano, e as obras tenham início em janeiro de 2012. Além dos dois corredores exclusivos – o de Ouro Verde, com 21,4 km, e o de Campo Grande, com 17,8 km, os recursos serão direcionados para outras intervenções. Estão previstas reformas do Terminal Ouro Verde e do Viaduto Cury, para atendimento da nova realidade de corredores e a integração com o Corredor Central.

No corredor de Ouro Verde, o projeto prevê a ligação da região central ao Aeroporto Internacional de Viracopos. A primeira fase do projeto para a interligação dos municípios que compõem a Bacia Noroeste da Região Metropolitana de Campinas já foi concluída com a criação da infraestrutura para o corredor de ônibus ligando os municípios de Campinas a Sumaré. São 33 km de extensão e 7km de faixas exclusivas para ônibus.

O investimento do governo do Estado na obra soma R$150 milhões desde 2007. De acordo com o presidente da EMTU/SP, Joaquim Lopes da Silva Júnior, já foi iniciada a segunda fase do Corredor Noroeste em direção a Santa Bárbara dOeste, Americana e Nova Odessa. O custo da obra está estimado em R$ 135 milhões.

Já estão ocorrendo os entendimentos com as prefeituras dessas cidades para a execução de várias obras. Entre elas, a implantação da ligação de Sumaré a Santa Bárbara dOeste passando por Americana -, dois novos terminais (Sumaré e Santa Bárbara), reforma do terminal de Nova Odessa, implantação de pontos de parada, construção de um viaduto em Hortolândia e duplicação da Avenida Emancipação. No eixo mais a leste, saindo de Campinas pela Via Anhanguera, serão implantadas meIhorias operacionais no sentido Sumaré e Nova Odessa. Como ainda deve ser realizado o processo de licenciamento ambiental, o presidente da EMTU-SP acredita que somente no final de agosto de 2012 as obras de infraestrutura do corredor deverão ser licitadas.

Os sete municípios que compõem a Bacia Noroeste são responsáveis por 75% das 140 mil pessoas que chegam diariamente a Campinas para trabalhar, estudar ou fazer um tratamento médico. Elas usam normalmente as rodovias. Nossa proposta é fazer uma ligação exclusiva de transporte metropolitano entre os municípios, afirma Silva Júnior, lembrando que hoje existem 211igações de linhas de ônibus entre os sete municípios dessa bacia, sendo que apenas 12 delas são diretas.

Para Silva Júnior, o grande benefício da obra será racionalizar a rede de transporte, ampliando a oferta de viagens, principalmente na hora de pico, e assim reduzir o tempo de deslocamento de passageiros. Além de organizar as linhas que já operam hoje, será necessário investir também nos terminais e aumentar as condições de conforto. Também para junho foi marcada a audiência pública que vai definir o modelo de gestão da concessão do serviço de transporte de passageiros envolvendo os 19 municípios que compõem a Região Metropolitana de Campinas.

No dia 11 de outubro será publicado o edital da licitação que vai escolher a empresa concessionária do serviço pelo período de 15 anos. A abertura das propostas das empresas interessadas está prevista para 11 de janeiro de 2012. Os vencedores da licitação terão de constituir uma sociedade de propostas específicas que, como contrapartida, assumirá a manutenção dos equipamentos instalados e executará os serviços de comunicação, arrecadação e bilheteria.

Sem a existência de um projeto capaz de racionalizar os serviços de transporte da região, as empresas de ônibus percorrem, hoje, cerca de 34 milhões de km anualmente. Quando o corredor metropolitano estiver totalmente implantado e os serviços de transporte reorganizados, teremos uma redução de 31% na quilometragem percorrida por esses veículos, explica Silva Júnior. Segundo ele, essa economia também representará uma redução na emissão de 13 toneladas de dióxido de carbono por ano.

Fonte: Valor Econômico-SP | CAMPINAS

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