Ônibus é o meio de transporte mais usado pela população

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Pesquisa divulgada ontem, dia 4, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que o meio de transporte mais utilizado para locomoção nas regiões metropolitanas é o transporte público: 60,05% dos entrevistados afirmaram usá-lo. Em seguida está o carro (22,55%), moto (7,02%), quem se desloca a pé (6,89%) e os que utilizam bicicleta (3,48%).

Fora das regiões metropolitanas há uma queda brusca no número de pessoas que usam o transporte público: o porcentual cai para 24,55%. O carro, com 25,28% das respostas, é o meio de locomoção mais frequente. Depois aparecem os que se deslocam a pé (19,85%), de moto (18,88%) e bicicleta (11,43%).

O estudo fez esse mesmo questionamento comparando as capitais e as outras cidades. Nas capitais, o transporte público é o mais usado, seguido de carro, moto, bicicleta e de deslocamentos a pé. A pesquisa, que se restringiu ao meio urbano e ao deslocamento de pessoas, foi realizada por meio de entrevistas domiciliares.

Fórum da Mobilidade apresenta propostas

O Fórum de Mobilidade da Região Metropolitana de Goiânia apresentou ontem propostas para melhorar a convivência entre os vários atores envolvidos na questão do trânsito das grandes cidades, com conclusões pertinentes às necessidades apontadas pela pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O plano de articulação apresentado na tarde de ontem, em reunião com a presença do prefeito Paulo Garcia, prevê a valorização do transporte coletivo, com a melhoria da acessibilidade de pedestres e usuários, tratamento adequado das calçadas e otimização dos pontos de embarque e desembarque de usuários.

O Fórum é uma iniciativa do Instituto Cidade, uma organização não-governamental criada pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário para subsidiar o poder público com projetos.

ENTREVISTA | JOSÉ CARLOS GRAFITE

É preciso ampliar uso coletivo

Presidente da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), o engenheiro civil José Carlos Xavier Grafite avalia que o principal indicativo da pesquisa sobre mobilidade urbana realizada pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) é para a ampliação do uso do transporte coletivo e dos meios não motorizados (a pé e bicicleta) nos deslocamentos. Grafite reconhece que as políticas públicas na maioria das cidades são voltadas para o transporte individual, como a construção de viadutos, mas diz que isso tem de mudar.

Por que o motorista do carro tem uma percepção maior dos congestionamentos do que os demais?

Vejo que a moto é colocada hoje como um veículo com melhor desenvoltura, com uso em larga escala para frente e para transporte de passageiros. Mas a observação é que toda a desenvoltura da moto em relação a outros veículos é com infrações de trânsito. Se ela obedecesse as mesmas regras dos demais, não seria competitiva. Chama a atenção a baixa percepção dos usuários do transporte coletivo sobre congestionamentos, porque os ônibus não têm espaço próprio e têm perdido a velocidade. Em Goiânia, nos 105 quilômetros de vias arteriais, a velocidade cai até a 15 quilômetros por hora em horários de pico, baixíssima.

O que falta para melhorar?

É preciso haver mais espaço para os ônibus, porque eles transportam mais pessoas.

O que o senhor diz sobre os índices de satisfação?

Toda política pública desenvolvida hoje nas grandes cidades é voltada para o transporte individual: viadutos, túneis, tudo é feito para o automóvel. É natural que esse usuário sinta-se mais contemplado. Outro aspecto é que as pessoas que não andam de ônibus têm uma visão mais crítica do transporte coletivo do que os usuários. Apesar dos problemas, mais de 40% consideram o transporte público razoável.

O que é preciso fazer para melhorar a segurança, outro item avaliado?

Nossos sistemas precisam de melhor iluminação, nas vias e nas paradas de ônibus. Felizmente, ao contrário de outras capitais, em Goiânia não são frequentes os assaltos a ônibus do transporte coletivo. Percebe-se também que o automóvel é o casulo, em que a pessoa tem a sensação de que vai se livrar do perigo.

A pesquisa também mostra que 60% usam o transporte coletivo para se deslocarem.

O Rio de Janeiro é a cidade com maior participação de usuários nessa modalidade. Em Goiânia, cerca de 50% dos deslocamentos são feitos no transporte público. É preciso aumentar a participação do transporte público e de meios não motorizados.

Como fazer isso?

Criando corredores, dando tratamento especial ao transporte coletivo, requalificando linhas como a Anhanguera.

 

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