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Durante a abertura da 10ª Conferência das Cidades, na Câmara dos Deputados, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, reforçou que é preciso conscientizar a sociedade sobre a necessidade de mudanças no modelo de transporte dos centros urbanos. A conferência se encerrou ontem, dia 2, na capital federal.

 

Para Fortes, o transporte coletivo precisa atrair quem está parado dentro dos carros, ideia também defendida por Carlos Carvalho, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que informou o crescimento na frota de carros de 9% ao ano nos últimos dez anos. As motos têm índice maior: 19% ao ano. Para Carvalho, esse ritmo revela apropriação indevida do espaço público.

Já o representante da Associação Nacional de transportes Públicos (ANTP), Nazareno Afonso, acredita que a injustiça começa nos incentivos governamentais. No ano passado, o governo injetou R$ 12 bilhões na indústria automobilística para entulhar nossas cidades de carros, afirmou. De acordo com Afonso, a expectativa dos empresários do setor é que o PAC da Mobilidade, prometido há dois anos, saia do papel e permita que os estados tenham acesso a recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que se possa investir em transporte coletivo.

Fonte: Correio do Povo – RS

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