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A Prefeitura de São Paulo concedeu, no dia 29 de agosto, subsídios extras de mais de R$ 60 milhões para o sistema de transporte público, referentes, em partes iguais, aos gastos com viagens e ao gerenciamento do setor. No primeiro semestre, os empresários de ônibus pressionaram o prefeito Gilberto Kassab para reajustar a tarifa de R$ 2,30 para R$ 2,50. Em maio, depois de uma paralisação dos ônibus, conseguiram reajuste de 4,24% sobre os contratos firmados com a administração municipal.

 

Com isso, o valor pago por passageiro transportado passou de R$ 1,29 para R$ 1,31, dependendo da região da cidade. Não bastasse, em julho, o prefeito Gilberto Kassab ampliou a validade do bilhete único de duas para três horas, tempo em que os passageiros podem fazer quatro viagens pagando tarifa única. A iniciativa favorece 800 mil passageiros, a um custo adicional de R$ 80 milhões por ano para os cofres municipais.

 

A média de subsídios pagos mensalmente às empresas de ônibus saltou de R$ 32,66 milhões, em 2007, para R$ 43,75 milhões, entre janeiro e agosto deste ano, um aumento de quase 34%. O peso de tamanha elevação para os cofres públicos é, segundo as autoridades de transporte, compensado por economia de mais de R$ 260 milhões no ano, resultante de renegociações de contratos e medidas de combate às fraudes com o bilhete único.

 

Durante toda a sua gestão, Gilberto Kassab preferiu aumentar os subsídios a transferir para a população o peso da tarifa mais alta. O último reajuste de tarifa, de 15%, ocorreu em 25 de novembro de 2006, quando o valor das passagens subiu de R$ 2,00 para R$ 2,30.

 

É correto que a Prefeitura amenize o custo do transporte para a parcela mais carente da população. Mas a Prefeitura não pode se concentrar exclusivamente nesse aspecto, estando o sistema de transporte público extremamente necessitado de obras de engenharia e planejamento estratégico. São fundamentais investimentos em infra-estrutura, como a ampliação dos corredores de ônibus, que permite maior velocidade dos veículos.

 

Fonte: O Estado de São Paulo, edição do dia 4 de setembro de 2008. 

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