Desequilíbrio econômico: Alta dos custos do transporte aponta tarifa de R$ 4,44

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Setransp apresenta à SMTT planilha de custos que reflete aumento do preço do diesel e do número de gratuidades, e queda do número de passageiros

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju apresentou a planilha de cálculo tarifário de custos do transporte, que já aponta o valor de R$ 4,44 como tarifa necessária para estabelecer o equilíbrio entre os custos para a operação do serviço e o número de passageiros pagantes atendidos na capital e região metropolitana. Como em Aracaju, a tarifa do transporte é a única fonte de custeio do serviço, acabam recaindo sobre o próprio passageiro reflexos como o aumento do número de gratuidades, aumento do preço do combustível e a queda do número de passageiros pagantes.

Desde o último reajuste tarifário em agosto de 2017, as empresas de ônibus já alertavam através do Setransp sobre a necessidade de se conceder uma tarifa que compensasse os aumentos nos custos e a queda do número de passageiros, haja vista que esse desequilíbrio só tende a crescer. O preço do diesel, por exemplo, subiu 26% desde agosto de 2017. O valor do combustível, que é um dos maiores insumos no custo da operação do serviço do transporte coletivo, de R$ 2,73 e contínuos acréscimos, já marca atualmente R$ 3,44.

Paralelo a isso, comparando 2014 e 2018, de janeiro a setembro, o número de gratuidades no sistema do transporte subiu 84%, foram mais de 1,3 milhão de novas gratuidades. E em contrapartida, o número de passageiros pagantes caiu 24% também nos últimos quatro anos. O transporte atendia em média 283 mil passageiros diariamente (em 2014), e passa a transportar hoje em média 222 mil por dia (em 2018). Para se ter uma ideia, são mais de 15, 4 milhões de passageiros pagantes a menos usando o serviço. Esse desequilíbrio entre aumento de despesas e queda de receita já vinha preocupando as empresas prestadoras do transporte coletivo, porque interfere diretamente na operação do serviço. O percentual do último reajuste tarifário já não garantia investimentos com renovação de frota, o que acaba por comprometer a idade média dos ônibus. E com a aproximação do fim de ano, a situação econômica das empresas de ônibus se agrava ainda mais diante da necessidade de pagamento de décimo terceiro dos funcionários, haja vista que a mão de obra representa 45% dos insumos do transporte.

A planilha do cálculo tarifário, que é regulamentada por Lei Municipal, foi apresentada na quarta-feira, 29, à Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Aracaju para a avaliação das condições econômicas do sistema de transporte e do pleito de reajuste tarifário anual.

Resumo dos dados:
Combustível subiu 26%, de R$ 2,73 (em 2017) para R$ 3,44 (em 2018)
Número de gratuidades subiu em 4 anos 84%; 1,3 milhões novas de gratuidades
Número de passageiros caiu em 4 anos 24%; em 2014 eram 283 mil/dia, e em 2018 está 222 mil/dia; 15,4 milhões de pagantes a menos.

Ascom Setransp

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