Vandalismo no transporte coletivo: treze ônibus são depredados e três colaboradores agredidos

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O último fim de semana foi de horror para motoristas, cobradores e passageiros do transporte coletivo. Isso porque treze ônibus foram depredados e três colaboradores do sistema agredidos fisicamente. As ações ocorreram nas imediações do Mercado Central, do Porto Datas e do Terminal Maracaju. 

 

Nos veículos, houve a quebra de janelas, portas, vidros traseiros e dianteiros, danificação de balaustres, rompimento dos cordões de solicitação de parada, além de danos irreversíveis às câmeras de segurança. Já entre os trabalhadores, houve um caso de mais gravidade, com um dos cobradores vítima da violência que precisou ser hospitalizado no Hospital Gabriel Soares, segundo informações do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Aracaju – Sinttra – , Miguel Belarmino. 

 

Enquanto as empresas contabilizam os prejuízos dessa onda de violência e trabalham para reintegrar o mais brevemente os veículos atacados à frota circulante, a população, nas ruas, sofre com a redução do serviço. “Essas ações atingem as empresas operadoras do sistema, já que a reposição dos ônibus depredados é feita por elas, mas é o usuário do transporte coletivo o principal prejudicado. É ele que amarga a redução da frota de ônibus”, frisa Alberto Almeida, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju – Setransp. 

 

 

Prejuízos

Na visão da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito – SMTT – “atitudes desse tipo não penalizam o órgão gestor ou a empresa de ônibus. Quem, de fato, está sendo penalizada é a população, que depende desse transporte para se deslocar. Quando os veículos são retirados de circulação, o tempo de retorno depende de diferentes fatores, principalmente da existência de peças para a reposição, o que nem sempre é imediato”, destaca Flávio Vasconcelos, assessor da SMTT. 

 

Para se ter uma ideia dos prejuízos financeiros, para recolocar três veículos em circulação novamente – que tiveram a renda furtada, os vidros das janelas e portas quebrados, além de fazer a reposição da câmera que foi arrancada -, a Viação Atalaia terá que desembolsar valor superior à R$ 5 mil, considerando a quantia que deixou de ser arrecadada com a recolha do veículo. 

 

 

Números nacionais

Levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos aponta que, somente esse ano, 83 ônibus foram alvo de atos de vandalismo pelo Brasil. O Sudeste do país lidera, com 47 veículos danificados, 56,6% do total. O levantamento considera as ocorrências registradas até 16 de março. De 2004 até o final do ano passado, foram 1.200 ataques a coletivos. 

 

 

Projeto de lei

Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados prevê o agravamento das penas aplicadas a quem comete crimes que põem em risco muitas pessoas, como ataques transportes coletivos, por exemplo. O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da casa. 

 

Pela proposta, qualquer atentado à segurança de meios de transporte (terrestres, marítimos e fluviais) acarretará pena de quatro a dez anos de reclusão. Atualmente, a punição máxima é de cinco anos para perturbações à navegação marítima, fluvial, aérea e a estradas de ferro e de dois anos para ações contra outros meios de transporte. 

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