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Levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) aponta que, somente em 2015, 83 ônibus foram incendiados em atos de criminosos e de vandalismo pelo Brasil. O Sudeste do país lidera, com 47 veículos danificados, 56,6% do total. O levantamento considera as ocorrências registradas até 16 de março. De 2004 até o final do ano passado, foram 1.306 ataques a coletivos. Na Grande Goiânia, só no ano passado foram depredados 39 veículos do transporte público, segundo informações do blog da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC). Estima-se que entre 2004 e 2015 empresas tenham tido um prejuízo R$ 0,43 bilhão para repor e reparar os ônibus danificados.

 

O diretor executivo da Associação Nacional de Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Marcos Bicalho, explica que as seguradoras não estão fazendo mais seguros desses veículos e a destruição demonstra falta de segurança nos estados brasileiros. Além disso, quem arca com o prejuízo é o usuário porque o ônibus é retirado da linha e a reposição demora, no mínimo, três meses.

 

Em nota, a concessionária da RMTC explica que o ato de vandalismo mais frequente é praticado por adolescentes, que danificam a mangueira de ar que faz o controle do funcionamento das portas dos veículos. Outros problemas apontados pelo órgão são pichação tanto interna quanto externa, destruição dos bancos e quebra do tampão da ventilação no teto dos ônibus. Ainda segundo a Concessionária as linhas mais problemáticas estão nas regiões Oeste e Sul de Goiânia e que, neste último caso, os problemas surgem em dias de jogos.

 

Usuários reclamam

 

A vendedora Isadora França, 18 anos, mora no Conjunto Itatiaia, afirma que utiliza o ônibus da linha 270 para ir e voltar do trabalho e ele demora 45 minutos para passar. Ou chego muito cedo ou muito atrasada ao serviço. Ela comenta que os estragos que a própria população faz nos veículos do transporte público, seja no dia a dia ou durante manifestações, interferem porque há uma redução na quantidade de ônibus rodando. Se quebrar, não vai haver reposição e acho que destruir ônibus é muita falta do que fazer.

 

Outra usuária do transporte coletivo, a assistente financeira Vitória Silva Rosa, 21 anos e residente no Setor Bueno também não concorda com a destruição de ônibus, seja em dias comuns ou quando há protestos. Atrapalha bastante a vida de quem precisa usar o transporte coletivo porque já têm poucos veículos e, se quebram, a situação fica muito pior do que já é.

 

Fonte: JORNAL O HOJE – GO

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