Presidente da NTU atribui à burocracia falta de projetos para mobilidade urbana

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Em junho do ano passado, o povo foi para a rua se manifestar, em primeiro lugar, sobre o aumento da tarifa do transporte público. Agora, a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) irá lançar uma carta aberta aos candidatos à Presidência da República afirmando que nada foi feito para atender o que a população pediu.

 

O governo federal prometeu R$ 142 bilhões em grandes corredores de transporte, em um pacto nacional pela mobilidade. De acordo com o presidente da NTU, Otávio Cunha, os recursos já foram disponibilizados, mas há uma dificuldade para se aprovar os projetos, um problema com a burocracia.

 

Uma parte já foi investida, mas são projetos que vão demorar aí quatro, cinco, seis, dez anos para a população começar a sentir os resultados disso. E boa parte dos projetos ainda não foram liberados exatamente porque há uma dificuldade para você conseguir aprovar esses projetos aqui em Brasília. Nem sempre os municípios estão aparelhados com um pessoal qualificado que possa fazer esses projetos e se habilitar esses recursos. É muito difícil conseguir fazer um enquadramento de um projeto desse. (…) Infelizmente, as medidas de curto prazo que poderiam ser tomadas, não foram feitas até agora, contou o presidente da NTU.

 

Otávio Cunha falou ainda que é possível melhorar a qualidade do transporte público no país, e uma das atitudes seria aumentar a velocidades dos ônibus. Nós tínhamos feito uma proposta ao governo de fazer o que São Paulo fez com as faixas coletivas pra dar velocidade ao ônibus. (…) Isso a gente acha que pode ser feito. Construir 4 mil km de faixas exclusivas de ônibus no Brasil no prazo de um ano. Então, certamente, se isso fosse feito, a população, hoje, já teria visto o resultado das manifestações de junho de 2013, disse.

 

Para o presidente da NTU, a melhora da mobilidade urbana no país consiste em dar preferência ao transporte público ao invés do transporte individual motorizado. Mas acrescentou que essa atitude vem com melhorias no serviço, aliado a uma tarifa única, como acontece em São Paulo, por exemplo.

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