Setransp destaca que caos no trânsito prejudica o transporte

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As empresas de ônibus são a favor da licitação do transporte público em Aracaju? Questionado a esse respeito, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp), Adierson Monteiro, além de responder sim, frisou que a licitação é a única forma de garantia entre o setor público e privado. Adierson, entretanto, sustentou que a licitação não é a solução para o transporte, e destacou que o caos no trânsito prejudica o transporte. Nos últimos seis anos vimos o crescimento da cidade de Aracaju. Junto com a cidade cresceu o trânsito também, mas como não houve o planejamento acabamos chegando a esse caos que está o trânsito da cidade. Sem planejamento no trânsito, o primeiro afetado é o transporte, destacou ele, em entrevista a imprensa nesta segunda-feira, 29.

 

Os ônibus levam mais de uma hora de um bairro ao outro. Estamos, então, abertos para debater as questões do transporte, e chamamos até toda a sociedade civil, os parlamentares e outros representantes de classes para discutir conosco a respeito. Queremos um debate não apenas em tempos de reajuste de tarifa, com bravata, mas durante todo o ano, buscando soluções concretas a médio prazo para o transporte público, defendeu Adierson.  

 

De acordo com o empresário, nas cidades brasileiras onde o transporte foi licitado, a exemplo de Fortaleza, Goiânia, São Paulo, Curitiba e outras, há relação entre as empresas e o Poder Público é tranquila. As empresas cumprem as suas obrigações e as prefeituras mantém o equilíbrio econômico do sistema, disse Adierson, justificando, contudo, que o Setransp moveu uma ação contra o edital de licitação lançado pela gestão passada apenas por notar sérias irregularidades, mas não por ser contra a licitação, enfatizou ele.

 

Cobrando investimento do setor público no sistema do transporte, Adierson Monteiro reclamou da falta de abrigos e terminais de ônibus dignos em Aracaju. Não há um abrigo de ônibus que respeite a cidadania. E a SMTT recebe um recurso do próprio usuário, valor que incide na tarifa, para garantir essa manutenção, dar abrigos dignos e reformar os terminais, reclamou.

 

Outro problema é a falta de estrutura para o trânsito. Hoje, para uma pessoa sair do Augusto Franco ao Bugio ele tem que levar 1h20m, então, não se pode falar em agilidade e pontualidade do transporte com uma estrutura de trânsito em pleno caos. Por ano, a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito arrecada mais de R$ 15 milhões de impostos, são quase R$ 60 milhões em uma gestão de quatro anos. Com esses recursos seria possível se dar um transporte de respeito ao cidadão com, no mínimo, abrigos dignos, ponderou o presidente do Setransp que, na oportunidade, comentou: o sindicato espera a posição do prefeito sobre o reajuste da tarifa de ônibus, que é necessária para tentar manter o equilíbrio financeiro das empresas, que, por sua vez, já concederam o reajuste anual dos rodoviários, e ainda têm outras despesas reajustadas como de praxe, como é o caos do combustível. 

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