Poder público encerra ano sem desonerar transporte público

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Mais um ano se encerra sem que o Congresso Federal trate da desoneração do transporte público, e a tarifa de ônibus continua com uma carga tributária que incide em cerca de 30% do seu valor. Essa questão que faz parte de uma reivindicação dos empresários do transporte coletivo é avaliada pelo presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Público, Adierson Monteiro, como “a comprovação da falácia política”. Segundo ele, “é de praxe ver parlamentares cobrando melhorias no transporte, mas na hora de cooperar legislando a esse favor ficam omisso”.

“É uma falta de respeito com a população. Todo ano eleitoral vemos discursos políticos de defesa do transporte público, mas há vinte anos se discute reduzir a carga tributária da tarifa de ônibus e até agora esse projeto está engavetado no Congresso. Ficam só na falácia, sem cumprir a obrigação deles e transferindo a responsabilidade para o empresário. É preciso que os políticos que são, realmente, comprometidos com seu mandato cobrem no Congresso a votação dessa medida”, cobrou o presidente do Setransp.

Adierson Monteiro criticou ainda o empenho dos parlamentares em priorizar em tempo hábil a aprovação, este ano, da redução de impostos cobrados com a venda dos tablets. “O transporte público é um serviço essencial, talvez até tanto quanto a tecnologia. Mas porque desonerar os tablets, beneficiando as grandes indústrias, e não desonerar o serviço do transporte público para que a maioria da população, que usa muito mais ônibus do que tablets, paguem por uma passagem menos onerosa?”, indagou ele.

Adierson diz que o Setransp espera providências do Poder Legislativo quanto a essa questão, e confia que em Aracaju não só o Plano Diretor, que está em discussão, seja aprovado com mudanças para o bem do trânsito e, por tabela, do transporte público, como também que o prefeito Edvaldo Nogueira consiga adquirir os recursos do PAC da Mobilidade que foram limitados às cidades com mais de 700 mil habitantes. 

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