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Por convite do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp), o engenheiro civil especialista em Transporte Público e Trânsito, Antônio Carlos Marchezetti, que já realizou estudos sobre o trânsito de Aracaju, voltou à capital sergipana na última quinta-feira, para compartilhar conhecimentos sobre o plano de mobilidade urbana – um projeto que vem sendo defendido aqui pelo Setransp e que em outras capitais já está sendo aplicado. O engenheiro alertou que Aracaju pode sofrer um caos ainda maior com congestionamentos, se não investir agora em mobilidade.

O plano que tem aqui não se sustenta por mais cinco ou dez anos. É preciso planejar o trânsito para que possa comportar a motorização que só tende a crescer na cidade. Tem que haver um projeto básico que diga o que vai acontecer no transporte nos próximos anos, para sinalizar para a iniciativa privada quais são os investimentos necessários para se ver o transporte como horizonte futuro, frisou ele, que tem 27 anos de atuação na área do transporte público, participou do planejamento do trânsito de Curitiba, de mais de duzentos Municípios do Brasil e ainda de onze países – entre eles EUA, México e Argentina.

Antônio Carlos Marchezetti disse também que das medidas recomendadas com o estudo realizado por ele entre os anos de 2008 e 2009, até o momento, nenhuma ação referente ao trânsito foi aplicada pelo poder público. Destacamos as vias prioritárias, paradas de ônibus com embarque pré-pago, e outras. Mas, no mínimo, deveria se viabilizar os corredores para ônibus, nos quais seria restrito o estacionamento em alguns pontos em horários de pico para transformar em corredores de ônibus. Em Aracaju algo precisa ser feito com urgência. Se não forem tomadas as providências, pode ser que nos próximos cinco ou dez anos a situação esteja bem mais crítica. E pode ser que o custo para aplicar as medidas no futuro fique ainda muito mais caro. Teria que se desapropriar prédios, shoppings, construções, ressaltou o engenheiro, observando ainda que há linhas de créditos do Governo Federal para as prefeituras investirem no trânsito.

Segundo o presidente do Setransp, Adierson Monteiro, as orientações do engenheiro Marchezetti servirão de base para o Setransp debater sobre o projeto de revisão do Plano Diretor, que ainda não dispõe de pontos sobre a mobilidade urbana. Vamos apresentar nossa análise, junto com as ponderações de Marchezetti que tem uma grande experiência em trânsito, para convencer o poder público que Aracaju não pode ter um Plano Diretor da cidade sem incluir a mobilidade e questões que colaborem com o serviço do transporte público que é um serviço essencial, acentuou Adierson Monteiro.

 

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