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Promover a integração entre ônibus, micro-ônibus e metrô é um dos caminhos apontados, tanto por especialistas da área quanto governo, para melhorar o sistema de transporte público coletivo no Distrito Federal. Esse foi um dos assuntos tratados no tratados durante o fórum Transporte Público de Qualidade é a Solução, promovido pelo Jornal de Brasília, com o apoio do Governo do Distrito Federal.

O debate sobre integração ganhou força em 2001, quando o Metrô entrou em operação no DF, mas desde então, a proposta não saiu do universo das ideias. Com a aprovação do Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU), em abril, o governo quer tornar isso possível.

Está prevista a construção de 34 terminais de ônibus, que servirão para integração e para distribuição dos passageiros. Consta também do projeto a criação de outros 41 pontos de controle com atuação semelhante. A partir daí, ônibus coletivos que saírem das regiões administrativas não circularão na área central de Brasília, onde funcionarão linhas exclusivas.

Segundo informações da Secretaria de Transporte, um cronograma está sendo montado para os próximos dez anos. O projeto deve custar de R$ 10 bilhões a 12 bilhões e será executado de acordo com a disponibilidade orçamentária do governo. Quando estiver em pleno funcionamento, cerca de 150 mil passageiros devem ser beneficiados nos horários de pico.

 

Sistema deve ser único

Durante o fórum, o sistema de integração no transporte público co-letivo foi abordado, também, por outros segmentos do setor como caminho para o melhorar o sistema no Distrito Federal. Para que funcione bem, o sistema de transporte coletivo tem que ser único. Não dá para o Metrô funcionar sozinho, e os micro-ônibus e ônibus, da mesma forma, afirma Marcos Bicalho, diretor da Associação Nacional das Empresas de Transporte.

O professor de economia de Transportes pela Universidade de Brasília (UnB), José Augusto Abreu, compartilha desse entendimento e diz que para o bom funcionamento do sistema de transporte é preciso que exista não apenas a integração física, mas também, a tarifária. Os que mais usam o transporte público são pessoas mais carentes e, por isso, pensar uma tarifa única é necessário, complementa o economista. Segundo Abreu, o sistema metro-viário exige essa interligação para que funcione bem.

Esse é um desejo que o aposentado Olival Nunes Viana, 81 anos, esperar ver concretizado. Penso que deve haver sim essa interligação. Acho até que se em todas estações do Metrô tivesse essa integração mais pessoas o usariam e o centro de Brasília teria menos carros, argumenta. Mas essa integração só deve começar a se tornar realidade em dois anos e meio, segundo o projeto, quando o primeiro dos três corredores exclusivos de ônibus fica pronto, integrando-se com o Metrô.

 

Primeiras tentativas

Em 2009, a integração no transporte público coletivo no Distrito Federal começou de forma bem tímida. Por meio do Projeto Brasília Integrada, os usuários puderam usar apenas uma passagem entre o Metrô e os micro-ônibus. Foram disponibilizadas, naquela época, 20 linhas de micro-ônibus com as primeiras tentativas de integração, nas estações de Ceilândia, Samambaia e Guará.

Fonte: JORNAL DE BRASILIA – DF

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