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Viagens mais rápidas, maior segurança, trânsito organizado, maior visibilidade e mobilidade. Estes são os benefícios obtidos com os corredores exclusivos para ônibus do transporte público. No Distrito Federal, três projetos dessa natureza já estão previstos e o primeiro deve ficar pronto em dois anos, segundo planejamento do governo.

O primeiro prevê uma via que ligará as cidades do Gama e Santa Maria a Taguatinga e Ceilândia. A proposta passa por análise no Tribunal de Contas do DF. O segundo sairá de Ceilândia passará por Taguatinga e Estrada Parque Taguatinga (EPTG) até o Eixo Monumental.

O outro ligaria Planaltina e Sobradinho à Rodoviária do Plano Piloto. Para estes, o governo trabalha com prazo de execução de três anos e meio. A construção das vias exclusivas serão viabilizadas por recursos do PAC da Mobilidade. Os projetos já foram apresentados ao Governo Federal.

A criação dos corredores foi um dos temas do fórum Transporte Público de Qualidade é a Solução, promovido pelo Jornal de Brasília, com apoio do Governo do Distrito Federal. O DFTrans, autarquia responsável pelo sistema de transporte do DF, manifestou que medidas desse nível são fundamentais para minimizar a grave situação.

Na oportunidade, adiantou que faixas exclusivas de ônibus seriam criadas nas pistas mais problemáticas e, principalmente, em horários de pico até medidas definitivas – como os corredores exclusivos – serem realidade. Também lembrou que a aprovação do Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) foi um grande avanço para soluções como esta.

Falta de fluidez gera prejuízos

Para a presidente da Associação dos Usuários do Transporte Público do DF e Região Metropolitana, Lidiane Mendes, o tempo gasto pelos passageiros no trânsito gera muitos prejuízos, como elevado nível de estresse e perda de produtividade. Para ela, a Região Metropolitana de Brasília também deveria ser contemplada na ação, já que de lá vem boa parte dos trabalhadores da capital.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários do DF, João Osório, lembra que a mobilidade ruim gera males aos trabalhadores. O transporte que temos não ajuda nos deslocamentos, falta fluidez e isso contribui para os atrasos.

Segundo ele, motoristas e cobradores sofrem tanto ou mais que os usuários, porque passam mais horas no trânsito, em jornadas de trabalho desgastantes, de seis horas diárias.

Para ele, se houver fluidez no trânsito, a utilização dos ônibus vai aumentar em cerca de 30%. Quando o motorista vir os ônibus seguindo com rapidez e ele preso no engarrafamento, com certeza, vai querer utilizá-los também.

GANHOS

Para a pedagoga Luzia Torres Costa, 42 anos, medidas deste tipo já deveriam ser realidade, principalmente porque a cada dia tem mais carros nas ruas do DF. Creio que, com os corredores, vamos ganhar em tempo e saúde. É horrível ficar uma hora esperando o ônibus e mais uma para chegar ao destino, enfatiza.

Além de criar os corredores, a usuária reivindica interligação com o metrô. O DFTrans diz que a interligação já é planejada, mas adianta que essas ações estruturantes vão demandar tempo e só devem ser realidade daqui a dois anos e meio, com previsão de ampliar o número de usuários dos atuais 160 mil para 350 mil passageiros ao dia.

Essa alternativa é viável e, sim, um caminho possível. Entretanto, vale lembrar que só fazer obras não é o bastante. Precisamos aliar a isso um trabalho forte de educação e estímulo ao uso do transporte público, complementa o mestre em Transportes pela Universidade de Brasília (UnB), Raphael Henrique Mattos. (VR)

Fonte: JORNAL DE BRASILIA – DF | CIDADES

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