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A mistura obrigatória feita com o biodiesel provocou o aumento médio de 2% registrado no litro do diesel nos postos pelo país desde o começo do ano, afirma a Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes).

Segundo a entidade, o litro do biodiesel puro, sem impostos, custa hoje quase o dobro do litro do diesel puro. Em 2010, o percentual do biocombustível na mistura -obrigatória desde 2008- passou de 4% para 5%.

A alta nos preços da soja, que representa 80,6% da matéria-prima para a produção do biocombustível, é um dos fatores que pressionam os preços do diesel rodoviário. No último leilão da ANP (Agência Nacional do Petróleo), o preço do litro do biodiesel para entrega em janeiro e março deste ano subiu de R$ 1,74 para R$ 2,30.

O preço do petróleo não sofreu alteração que justificasse qualquer reajuste no começo de ano. O fato é que, com a mistura do óleo vegetal, o preço final agora depende também de condições climáticas, da cotação da soja no mercado internacional, diz Paulo Soares, presidente da Fecombustíveis.

De acordo com a ANP, a produção de biodiesel no país passou de 1,6 bilhão de litros em 2009 para 2,2 bilhões no ano passado. Em seu site, a agência diz que a adição do biocombustível traz economia ao país. Em 2008, o uso do biodiesel evitou a importação de 1,1 bilhão de litros de diesel de petróleo, resultando numa economia de aproximadamente US$ 976 milhões.

A Fecombustíveis, porém, reclama que a mistura aumentou o custo operacional dos revendedores. Diz que o óleo vegetal absorve mais umidade, o que exige manutenção constante nos tanques, e que não foi definido um padrão de qualidade.

Para Rodrigo Guerra, secretário do Sindicato das Indústrias de biodiesel de Mato Grosso, entidade que reúne 16 usinas, atribuir à mistura do biodiesel a culpa pela alta nos preços é uma inconsequência. Considerando o percentual de 5% de mistura, diria que o biodiesel é um dos fatores menos prováveis para justificar uma alteração relevante no preço do diesel.

A Petrobras, por meio de sua assessoria, disse que não iria comentar as afirmações. A ANP afirma que não tem interferência sobre os preços em vigor no mercado.

Fonte: FOLHA DE S. PAULO – SP | MERCADO

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