Motoristas de SP trocariam carro por coletivo de qualidade

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Cerca de 2 milhões de moradores de São Paulo usam o carro todos os dias para ir ao trabalho ou para cumprir outras atividades diárias. Segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (16) pelo Movimento Nossa São Paulo e o Ibope, 76% dos paulistanos que dirigem todos os dias deixariam o carro em casa, caso a capital paulista tivesse um sistema de transporte público de qualidade.

Ao todo, 1,5 milhão de motoristas estariam dispostos a mudar seus hábitos de transporte, o que representa cerca de 20% da população de São Paulo. “Temos uma mobilização latente enorme”, disse Márcia Cavallari, diretora do Ibope e uma das responsáveis pelo levantamento. “O que precisamos é colocar todo esse potencial em prática e realmente mudar a forma que as pessoas se movem dentro da cidade.”

Ela explicou que a população, no geral, já descobriu que o investimento em transporte público é o mais eficaz para a melhoria da mobilidade urbana. Na pesquisa, 67% dos 805 entrevistados responderam que a ampliação e a modernização dos sistemas de trens, ônibus e metrô deveriam ser prioridade para o Poder Público, 24% pediram igualdade de tratamento para os sistemas particular e coletivo e 5% defendem a prioridade para construção de pontes, viadutos e avenidas.

Os entrevistados também deram nota para a qualidade do transporte público em São Paulo. Em uma escala de 1 a 10, eles deram 4,7. “A baixa qualidade do serviço de transporte dificulta que a população deixe de usar o carro”, afirmou o coordenador do Nossa São Paulo, Oded Grajew. “A população demanda uma mudança”, completou.

Grajew disse ainda que parte dessa mudança estará proposta em um plano de mobilidade urbana que o Movimento Nossa São Paulo entregará às autoridades municipais na próxima segunda-feira (20). Segundo ele, o plano proporá, entre outras medidas, investimentos, principalmente, no trasporte coletivo. “Estamos trabalhando a meses nesta proposta”, disse. “Queremos entregar um plano viável de investimento, o qual São Paulo deveria ter há muito tempo.”

Fonte: Agência Brasil

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