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Eduardo Belopede é coordenador da Comissão de Estudos da ABNT para Fabricação de Veículos Acessíveis. Atuou na SPTrans por 24 anos em desenvolvimento de projetos e tecnologias veiculares. É consultor no desenvolvimento de tecnologias e acessibilidade.

Nessa entrevista ao NTUrbano, edição 146, ele fala sobre a adaptação dos ônibus e  das cidades segundo as normas da acessibilidade. Os empresários estão conscientes dessa necessidade de adequar o transporte, principalmente porque o Denatran vai começar a exigir isso para o licenciamento dos carros e o Inmetro está apertando o cerco. Mas o grande problema é a infraestrutura urbana, avalia ele. A seguir os melhores trechos da matéria.

 

NTU – A acessibilidade no transporte público depende de uma estrutura urbana adequada e o prazo para adaptação de todo o sistema se encerra em 2014. Como as cidades brasileiras estão se preparando?

Eduardo Belopede – Na verdade, não está havendo nenhum tipo de movimento. Há exceções em municípios que estão tendo alguma reforma com o desenvolvimento de sistema de corredores ou uma adequação do sistema viário. Nesses casos sim estão sendo implementados os requisitos de acessibilidade, atendendo à Norma 9050 da ABNT. E eu tenho visto isso somente nos grandes centros e em algumas cidades sede da Copa de 2014, já que é pré-requisito da Fifa que os sistemas de transporte e trânsito sejam acessíveis. Mas, nos municípios mais afastados da grande mídia e dos interesses políticos, caberá ao ministério público, estadual e federal, cobrar essas mudanças, pois até agora não tem havido nenhum tipo de manifestação.

 

NTU – O prazo para a adaptação da frota de ônibus usada brasileira termina em 2010. Quais as expectativas?

EP – Realmente quando se observa o Brasil como um todo, o movimento maior que está acontecendo é em relação aos ônibus. Os empresários estão conscientes dessa necessidade de adequar o transporte, principalmente porque o Denatran vai começar a exigir isso para o licenciamento dos carros e o Inmetro está apertando o cerco. Mas o grande problema é a infraestrutura urbana. Tem que haver uma parceria muito grande entre as administrações municipal, de transporte e de infraestrutura urbana, pois nem sempre trabalham juntas. Elas têm que estar em uma sinergia de ações. E isso é um problema para o qual os prefeitos ainda não acordaram. O prazo se encerra em menos de cinco anos. Corre o risco de chegar essa data e estar tudo perfeito: corredores, terminais novos e adequados, porém, o restante da cidade não. Os ônibus estão fazendo a sua parte, mas o município tem que fazer a sua também. Como é que o cidadão sai da casa dele para chegar no ponto acessível e entrar em um ônibus acessível se as calçadas, ruas e prédios não oferecerem a ele a estrutura necessária para isso. Não há transporte acessível se o aparato urbano não estiver adaptado.

 

NTU – Existem três formas de adaptação dos ônibus defi nidas pela ABNT: piso alto, piso baixo e com plataforma elevatória. O que as cidades devem levar em conta para essa escolha?

EP – A solução é o conceito operacional. Cabe ao poder concedente estabelecer a regra do jogo – onde vai ser piso baixo, piso alto, elevador. Um carro de piso baixo não pode operar em plataforma elevada. Isso é complicado. Uma vez escolhido e implementado um desses conceitos, fica difícil mudar. Em São Paulo, por exemplo, foi decidido por veículo de piso alto e depois mudou para piso baixo. Foi uma diferença considerável em termos de tecnologia e conceito operacional que refletiu diretamente nos custos. Lógico que não foi repassado tudo para a tarifa, mas o governo teve que fazer a parte dele por meio de subsídios. Por isso, é muito importante analisar bem o projeto antes de implementa-lo. Brasília, por exemplo, houve alteração. Tinha um projeto para piso baixo e, devido aos altos custos, foi alterado para piso alto com embarque em nível. O custo desse veículo é muito diferente. O conceito operacional e veicular são diferentes. Se não houvesse alteração no projeto antes da compra da frota já adequada, seria muito complicado mudar. Hoje no Brasil há uma mistura entre piso baixo e carro com elevador. Mas, nos grandes centos onde há a presença de corredores exclusivos, a escolha tem sido por piso alto.

 

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