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Os corredores exclusivos para ônibus serão, certamente, a solução mais prática, eficiente e econômica a ser adotada pelos governos municipais e estaduais nos próximos anos, para fortalecer a estrutura de transporte público urbano das cidades-sede da copa do mundo de 2014. O futuro está na superfície, resume o arquiteto e urbanista Jaime Lerner, criador do BRT (Bus Rapid Transit, sistema que consiste em uma ou mais linhas sobre as quais os ônibus viajam em um ciclo de alta frequência) para a cidade de Curitiba (PR).

Para o presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Otávio Cunha, os BRTs são a saída para a melhoria da qualidade de transporte público no país. A questão do transporte tem ficado, ao longo dos anos, ao sabor das intervenções municipais, estaduais e federais. E os grandes centros urbanos estão cada vez mais cheios de automóveis. Enxergamos nos BRTs as vias adequadas para que os ônibus cumpram seu papel. Acreditamos que o transporte sobre pneus ainda vai durar muito tempo.

Os BRTs são uma linguagem nova em transporte de passageiros que oferecem um salto de qualidade na atividade, destaca Cunha. Para o presidente da entidade, o BRT não exclui, necessariamente, a possibilidade de que os grandes centros tenham serviços metroferroviários, que também são bastante eficientes. O BRT é uma opção que apresenta uma obra mais rápida e mais econômica, se comparada à de outros modais. Além disso, oferece grande capacidade de transporte e chega a custar dez vezes menos em relação a um projeto metroferroviário. Felizmente os empresários do setor já têm uma visão de que esses corredores representam uma realidade para a melhoria da qualidade de serviço, avalia.

Otávio Cunha defende a solução do transporte público como uma rede. E o BRT tem papel primordial nessa rede, avalia. Cunha acredita que num país como o Brasil, onde os custos de transporte são altos, e onde não existe subsídio para o transporte público (à exceção da capital paulista), é fundamental que se desenvolvam projetos de BRT, que são mais eficientes para as grandes cidades brasileiras, apresentando uma relação custo- benefício razoável. Cunha comenta que sistemas de transporte urbano de passageiros como o metrô, embora sejam eficiente, só têm equilíbrio operacional quando transporta acima de 500 passageiros por dia, mas esse resultado não paga o custo da obra em si, nem do equipamento.

Fonte: Revista Techni Bus

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