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NTU – Qual o papel do IEMA nas questões ambientais e de transportes?

André Luis Ferreira – O Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) é uma Organização da So­ciedade Civil de Interesse Público (OSCIP) sem fins lucrativos, que tem como missão contribuir para a formulação, implantação e avaliação de políticas públicas voltadas à mobilidade urbana, à melhoria da qualidade do ar nos centros urbanos e à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEEs). A atuação do IEMA é pautada pela defesa do interes­se público e, por meio da realização de pesquisas científicas, de estudos de legislação, elaboração de normas específicas e de instrumentos de regula­ção, torna disponíveis informações gratuitas para a sociedade civil, comunidade técnica e gestores públicos. No que se refere ao tema mobilidade ur­bana, o objetivo do IEMA é aumentar a participação do transporte coletivo e não motorizado no conjun­to de deslocamentos da população.

NTU – Quais são as vantagens dos novos pro­jetos de BRT (Bus Rapid Transit) para o meio ambiente urbano?

André Luis Ferreira – A implantação de BRT e outras medidas de prioridade para o transporte co­letivo trazem benefícios ambientais ao possibilitar a redução do consumo de energia e das emissões de poluentes. Um estudo realizado pelo Instituto com parceiros brasileiros e internacionais mostrou que a redução de determinados poluentes pode ser da ordem de 50%, pelo simples fato do BRT au­mentar a velocidade operacional dos ônibus. Estas informações serão divulgadas brevemente em um estudo que fizemos sobre a política de mobilidade urbana das maiores cidades brasileiras. É preciso destacar que há também os ganhos sociais e eco­nômicos, proporcionados pela redução dos tempos de viagem e custo de deslocamento, além da maior acessibilidade da população às oportunidades que a cidade oferece.

NTU – O Brasil assumiu compromissos inter­nacionais referentes às mudanças climáticas. Partindo disso, os transportes urbanos estão incluídos nos planos de ação? De que maneira o transporte público urbano pode influenciar positivamente nesse processo?

André Luis Ferreira – O Brasil se dispôs a ela­borar uma Política Nacional de Mudança Climáti­ca, com foco na redução das emissões de gases de efeito estufa. Nosso desafio é ampliar as dis­cussões para que o Plano na área de transportes não se restrinja a considerar os aprimoramentos tecnológicos possíveis nos veículos – automóveis, caminhões e ônibus –, mas também incorpore me­didas concretas para promover a mudança modal no sistema de mobilidade urbana e no transporte de cargas. Dessa forma, no estabelecimento de metas de redução de gases de efeito estufa para a área de transportes, será fundamental estimular a participação dos diversos atores envolvidos com o transporte coletivo e não motorizado nas cidades, bem como o transporte por ferrovia, hidrovia e du­tos para as cargas.

Atualmente, o IEMA está se dedicando a estimar os benefícios ambientais resultantes dos investi­mentos em projetos de BRT para a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, como forma de contribuir para o processo de reflexão do governo federal e da sociedade sobre o retorno social e ambiental dos investimentos públi­cos na área de transportes.

NTU – Qual a contribuição dos transportes públicos para melhoria do meio ambiente ur­bano?

André Luis Ferreira – Se considerarmos o con­sumo per capita, um passageiro de automóvel che­ga a consumir quase 10 vezes mais energia do que um usuário do transporte coletivo. No entanto, nos grandes centros urbanos, os ônibus, que transpor­tam a maior parte das pessoas, ficam presos nos congestionamentos. Daí a necessidade de investi­mentos na implantação de BRTs. Os investimentos em sistemas de transporte de qualidade e mais rá­pidos, combinados com medidas de desestímulo ao uso do automóvel, reduzem o consumo de energia, a emissão de poluentes e o número de vítimas do trânsito, além de contribuir para que uma cidade tenha melhor qualidade de vida, resultando em ga­nhos para toda a sociedade.

 

André Luis Ferreira é engenheiro mecâ­nico, pós-graduado em Planejamento de Sistemas Energéti­cos pela Unicamp. É diretor-presidente do Instituto de Energia e Meio Ambiente e professor dos cursos de Gestão Ambien­tal e de Negócios do Setor Elétrico e de Gerenciamento Ambiental da USP.

 

Fonte: NTU Urbano 161

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