Notícias Nacionais


07/04/2015 às 17h40

Depredações reduzem frota do transporte coletivo

imagem leitura noticia

 

Levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) aponta que, somente em 2015, 83 ônibus foram incendiados em atos de criminosos e de vandalismo pelo Brasil. O Sudeste do país lidera, com 47 veículos danificados, 56,6% do total. O levantamento considera as ocorrências registradas até 16 de março. De 2004 até o final do ano passado, foram 1.306 ataques a coletivos. Na Grande Goiânia, só no ano passado foram depredados 39 veículos do transporte público, segundo informações do blog da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC). Estima-se que entre 2004 e 2015 empresas tenham tido um prejuízo R$ 0,43 bilhão para repor e reparar os ônibus danificados.

 

O diretor executivo da Associação Nacional de Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Marcos Bicalho, explica que as seguradoras não estão fazendo mais seguros desses veículos e a destruição demonstra falta de segurança nos estados brasileiros. "Além disso, quem arca com o prejuízo é o usuário porque o ônibus é retirado da linha e a reposição demora, no mínimo, três meses".

 

Em nota, a concessionária da RMTC explica que o ato de vandalismo mais frequente é praticado por adolescentes, que danificam a mangueira de ar que faz o controle do funcionamento das portas dos veículos. Outros problemas apontados pelo órgão são pichação tanto interna quanto externa, destruição dos bancos e quebra do tampão da ventilação no teto dos ônibus. Ainda segundo a Concessionária as linhas mais problemáticas estão nas regiões Oeste e Sul de Goiânia e que, neste último caso, os problemas surgem em dias de jogos.

 

Usuários reclamam

 

A vendedora Isadora França, 18 anos, mora no Conjunto Itatiaia, afirma que utiliza o ônibus da linha 270 para ir e voltar do trabalho e ele demora 45 minutos para passar. "Ou chego muito cedo ou muito atrasada ao serviço". Ela comenta que os estragos que a própria população faz nos veículos do transporte público, seja no dia a dia ou durante manifestações, interferem porque há uma redução na quantidade de ônibus rodando. "Se quebrar, não vai haver reposição e acho que destruir ônibus é muita falta do que fazer".

 

Outra usuária do transporte coletivo, a assistente financeira Vitória Silva Rosa, 21 anos e residente no Setor Bueno também não concorda com a destruição de ônibus, seja em dias comuns ou quando há protestos. "Atrapalha bastante a vida de quem precisa usar o transporte coletivo porque já têm poucos veículos e, se quebram, a situação fica muito pior do que já é".

 

Fonte: JORNAL O HOJE - GO


Setransp - Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju
Rua Moacir Wanderley, 185, sala 503
Condomínio Empresarial Jardins
Bairro Jardins
CEP 49025-510
79 3085-7584

© Copyright - Setransp 2014 - Todos os direitos reservados. Todo conteúdo deste site é de uso exclusivo.

seta topoVoltar ao Topo do Site

marca alfama web